Passando pela Terrinha

3 01 2011

Salve personas !!

Voltando de um hiato criativo (que me perdoem a “discordancia”), o Projeto Paiero começa abrindo o ano com porta de ouro.

Depois de uma mini tour guerrilheira pelo triângulo mineiro eis que surge o convite para tocarmos em Uberaba – MG

E assim 2011 já começa a todo vapor para os coletivos Megalozebu e Guerrilha Gig, e para o Projeto Paiero que será recebido pelo Coletivo uberabense neste dia 07/01/11.

A energia acumulada neste fim de ano deve se transformar em um baita show em terras mineiras.

Cachaça, Queijo e Rock’n Roll





Cigarro de Palha

2 10 2010

Quando fui a Campo Grande-MS, conheci um caboco sábio no ritual do
tereré (famoso chimarrão gelado) e na feitura do paiero.
Pedro é jornalista, agrônomo, gente finíssima e pai da Letz
do coletivo Bigorna, que me deu uma mão por lá.
Semana passada ele me mandou a crônica que segue abaixo.

Desfrutem. É ciência de prima.

Obrigado Pedro!

AssimAssado

CIGARRO DE PALHA

Por: Pedro Spindola – Téc. agrícola e jornalista

A feitura e o consumo de um cigarro de palha é um ritual complexo, de uma beleza e de uma plasticidade indescritíveis. Merece um documentário.
Um bom “paeiro” exige tempo, talento, dedicação e um bom canivete (na falta deste, uma faca bem amolada).
O começo de tudo é a palha ou, como diz o caboclo, a paia. (ele-agá não existe na língua das fazendas; é orvaio, tuia, ôio, pia (de lanterna), brio (do sol), rêio, véio, agúia, fornaia, rusio e uma que é uma pérola: é uma palavra de 5 letras, 3 sílabas e todas vogais. O que é, o que é? É aiêio (a-i-ê-i-o), ao invés de alheio.)
A palha, ou está na “gibeira” de trás ou tem que ser escolhida no paiol.
Não se faz pito em pé; tem que ser sentado. De preferência no batente da porta da frente.
A palha é então trabalhada paciente e meticulosamente. Primeiro, cortada no tamanho, que varia de pessoa para pessoa. Depois é amaciada cuidadosamente com a lâmina do canivete, dobrada, de um lado, do outro, entre uma, duas, ou no máximo três lambidas, que vão conferir a textura ideal. Palha pronta, ela é estrategicamente colocada entre o indicador e o anelar, ficando com as pontas pra fora.
O fumo é retirado do bolso da frente da calça e vai parar entre os dedos polegar, indicador e máximo, da mão esquerda – se o cara for destro – onde já aguarda, macia e preparada, a palha.
Da cintura sai o canivete que, ao ser aberto, é passado de um lado e do outro na perna da calça, entre o joelho e o tornozelo, afim de retirar qualquer sujeirinha, que possa comprometer a qualidade do produto final. (É preciso este cuidado pois esse canivete  descasca fruta, corta unha, tira bicho de pé, castra porco, raspa casco de cavalo e executa outras tarefa menos cotadas.)
Preparado, o canivete começa a ser manipulado com precisão cirúrgica, retirando do fumo “capoeirinha”, de Goiás, considerado o melhor, finas camadas, sempre rodando o pedaço.
Atingida a quantidade ideal, que varia de acordo com o gosto de cada um, o fumo passa por um processo de separação. À unha, é todo espinicado, ficando meio fofo e com um volume bem maior. Neste ponto ele é vigorosamente friccionado entre uma mão e outra, se aglutinando todo novamente, virando uma bolinha. E aí é o momento mágico: aquela bolinha, na palma da mão esquerda, ganha vida. Começa a se expandir, expandir, ficando, novamente, separadas as fibras. Neste momento, os conhecedores da arte de fazer um bom cigarro de palha, identificam se  o fumo é bom mesmo. Dizem.
O fumo é então, cuidadosamente, espalhado na palha e enrolado com maestria. (Mulheres e rapazinhos geralmente não dão conta…). Uma pequena dobra na ponta não permite que o cigarro  desenrole.
Aí é só acender. Se o fumante estiver em casa, vai na cozinha, toma gole de café e acende  no tição do fogão a lenha.
Se não, usa a binga, daquelas de pavio e abastecida com gasolina, ou o isqueiro, que nada tem a ver com o que hoje chamamos de isqueiro, é sim um simples pedaço, da ponta de um chifre, dentro do qual vai a isca (daí o nome), que é um pedaço de algodão semi-queimado. A fricção de um pedaço de lima velha contra um pedaço de pedra-de-fogo produz umas faiscas que acendem o algodão, permitindo assim acender o pito. É só tampar que o fogo apaga.
Nunca vi ninguém acender com fósforo.
Por qualquer método que se acenda, uma coisa faz parte do ritual: bater, de leve, a unha do polegar, da mão esquerda, na brasa do paiero, para firmar o fogo.





Presente especial

31 08 2010

 

Esta semana tem show, mais lá pro final. Então no começo deixamos um presente que é o show que já foi.

 Confiram o Projeto Paiero no ultimo Caipiro Rock. É ao vivo e na tora!!

Quer?? Clicaqui.





Em Serrana e Ribeirão

25 08 2010

 Galerinha, nosso primeiro video aqui no blog. E não poderia ser com outro recheio senão nossa passagem por Ribeirão Preto e Serrana em Julho. Vocês viram as fotos e leram os relatos, agora saboreiem o video:





Vamos pra Serrana??

25 08 2010

 

Ouuupa!!!

 Depois de um intervalo nos shows para enfurnar, ensaiar, relaxar, dobrar, colar, escrever, projetar, cortar o fumo e enrolar a palha, o Projeto Paiero já está na pilha novamente para tocar no Indie ou Morte deste ano em Serrana/SP.

 As palhetas e as baquetas já estão engatilhadas para dia 03/09 dispararmos no CECAC o chumbo paieristico frenético/bolérico que se acumulou nestes dias de hiato. A expectativa é de timbrera total e muito rock nos 3 dias de festival: 03, 04 e 05.

 E então? Vamos pra Serrana??





Tchau Viola

18 08 2010

 A Viola tirou férias, voltou ao seu lar, mas nos deixou presentes, seus timbres e a inspiração. E inspirados deixamos aqui um presente para vocês, para que possam escutar, sentir, bailar, dirigir, com a trilha sonora de fundo, se imaginando em algum lugar.

 Quer experimentar?? Clicaqui.





Todos os filhos

16 08 2010

 

 Sim. Sou Filho de Maria e tenho muitos irmãos. E para falar de todos eles, suas vidas, as façanhas, os presságios, os milagres e as crucificações, preciso escrever outra bíblia. Como “não tenho tempo, pois ando muito ocupado” e “até minha voz encheu o saco”, falo aqui só o necessário.

Os Filhos de Maria e Madalena nasceram de parto normal e sem anestesia. Do acaso, de uma conversa apressada pela praça universitária, aos poucos o que era pra ser um duo com Diego de Moraes e Fernando Simplista, virou um sexteto onde as diversidades se misturavam naturalmente em um grosso caldo vitaminado, nutritivo e apetitoso.

Cada irmão em um canto, cada canto um irmão com seu canto: Aderson, Diego de Moraes, Gabriel Cruz, Fernado Simplista, Chello e Eu.

Confira um tira gosto aqui

Marias! Seus filhos continuam no mundão! Agora em Goiás, MinasGerais e SãoPaulo.

A banda Diego de Moraes e o Sindicato lançará em breve um disco que aguardo ansiosamente. Pra quem ainda não conhece, fica a dica: http://www.myspace.com/diegodemoraes .

A dupla Waldi&Redson estão pelo Brasil afora abrindo as porteiras da percepção, inclusive com apresentação marcada em Uberlândia nesse mês de agosto. Confiram: http://www.myspace.com/waldieredson. E tem mais! FernandoSimplista, o sinatra do pequi, aqui: http://www.myspace.com/fernandosimplista.

Mais um pouco dos Filhos aqui.

Muita história, poesia, trélas e muita saudade dos Irmãos!

Assimassado